Reação e Marcelo Falcão (ex-O Rappa) lançam o single ‘Cédulas’

A menos de um mês de lançar o novo disco Erga-Se, a cultuada banda sergipana Reação traz o vocalista Marcelo Falcão (ex-O Rappa) em ‘Cédulas’, o quinto e último single do álbum que chega no mês de novembro nas plataformas digitais pelo selo Toca Discos, com distribuição da Altafonte Brasil.

Ouça Cédulas aqui: https://links.altafonte.com/cedulas.

Cédulas é um reggae roots que reflete sobre a natureza da humanidade, segundo o entendimento da Reação. Na letra, a banda busca a essência da identidade do ser e estar neste mundo, entre análises da aparência visual, bens pessoas e, claro, pensamentos sobre títulos sociais e como se enxergam dentro da sociedade.

Segundo a Reação a faísca para ‘Cédulas’ é dialogar sobre a autodescoberta, o praticar, o trilhar, a busca pela verdadeira essência em cada um.

O refrão “Jogue fora”, quer propor o desprendimento de sentimentos, acessórios e objetos que anuviam e desfocam a visão de nossa natureza intrínseca.

“O ser humano se identificou tanto com o que seu ser não é, que quase não consegue lembrar que é em sua singularidade um mistério fantástico de Deus, ou da Existência como queira chamar e acreditar. Cada um de nós somos únicos e essa individualidade é o que nos torna tão especiais. Digo isso sobre cada uma das expressões de vida nesse mundo e quiçá dos outros também”, contextualiza a banda.

A participação de Falcão nesta música é essencial ao contexto de todo o percurso da Reação até este momento junto à Toca Discos, o selo dos renomados produtores Felipe Rodarte e Constança Scofield, do mítico estúdio Toca do Bandido (Rio de Janeiro).

Foi Falcão, em décadas passadas, que trouxe o Reação à sensação e promessa do reggae nacional e não raramente disse na mídia que a banda sergipana é uma das mais autênticas e potentes do gênero.

“Tanto sentimento e emoção que nos faltam palavras para descrever essa sensação. Tivemos a graça e oportunidade de conhecer o Marcelo Falcão por um código da vida, o que diz que as energias se atraem, pois estão em frequências similares quanto seu intento. Ter a nobre presença de um ícone de tamanha estatura e relevância na música nacional e que faz parte de nossa inspiração, é a concretização de um sonho há muito aspirado”, comenta a banda.

A histórica banda ReaçãoReação completa 21 anos de resistência e atividade musical neste mês de novembro de 2021. Mais do que um conjunto musical, é uma entidade do reggae roots, uma energia que pulsa por união e respeito de todos os povos.Os caminhos que levaram a Reação à Toca do Bandido junto à Rodarte passam por personalidades de renome na música brasileira, como Marcelo Falcão e Julico (The Baggios), com quem o produtor também trabalha há anos.”Lá atrás já tinha ouvido falar do Reação, cujo nome foi exaltado aqui na Toca pelo Julico durante a produção do terceiro disco da Baggios, o Brutown. Em 2018, o Falcão também mencionou o Reação, apontando-a como a ‘melhor banda de reggae roots do Brasil'”.O convite para trazê-los ao Rio de Janeiro foi natural, lembra Rodarte. “Literalmente eles pegaram um ônibus em Aracaju e desembarcaram aqui. Foi um processo de muita energia, tudo gravado em exatos seis dias”.Reação é uma banda na ativa desde 20 de novembro de 2000 que emana poder, uma banda que naturalmente – por meio das composições estridentes – clama por ser divulgada e clama por mais reconhecimento na música brasileira. O conjunto sergipano é, mais do que tudo, resistência e luta por uma sociedade mais adepta ao amor e igualdade.Eles levam às músicas o sofrimento e as múltiplas vivências da comunidade onde vivem hoje, conhecido como Morro da Reação – antes Morro do Cruzeiro – em Aracaju (Sergipe). As letras trazem reflexões sobre a comunidade e buscam tanto representá-las como apresentá-las ao mundo. “As pessoas têm orgulho do que fizemos e o que fazemos na comunidade”, ressalta a banda.Ali, na periferia de Aracaju, o Reação transformou vidas por meio do reggae – ‘música para transformar o ser humano’, este é o mantra que fortalece a banda, seja na frente social ou cultural. “Serve para lembrar do Deus que habita em nós”, completam.Tudo começou em um vão de 4 por 4 metros e que com o passar dos anos se tornou um ponto de cultura no morro, um local em que a Reação ensaiava, proliferada a filosofia do reggae e engajar jovens a se envolverem com a música enquanto um guia espiritual e educativo para o futuro.Dali o Reação ganhou as ruas de Aracaju, agitou shows pela cidade e extrapolou fronteiras – inclusive do Sergipe, sendo hoje uma banda que rodou diversos estados brasileiros. O primeiro disco veio apenas em 2008: Na Força da Fé, com quinze músicas.Durante estes anos, a Reação provou de encontros cruciais para reafirmar sua missão no reggae, como a conversa com Marcelo Yuka em 2003, em Recife, durante Bienal da UNE, cujo incentivo é sentido até os dias de hoje pela banda. “Ele nos viu tocando e foi impactado, pediu ‘nunca mudem’, é algo que estamos digerindo até hoje”, lembra Junior.Tiveram também encontros com Falcão em 2009, que mais tarde seria a ponte com Felipe Rodarte (Toca do Bandido) e a inusitada performance de Junior em 2018 com Tony Garrido e toda a Cidade Negra, durante um show da banda em Aracaju. Na ocasião, o vocalista do Reação subiu ao palco em duas oportunidades, muito devido ao carisma da plateia que fez Garrido convocá-lo a subir e cantar juntos. “Alinhado com Jah, tudo flui”, destaca Junior.A Reação hoje é Junior Moziah (guitarra e voz), André Levi (voz), Ras Lau (baixo), Chico Ras (percussão), Adriano (teclado), Yuri (guitarra), Jil (guitarra), Pedrão (percussão) e Wipsom (bateria).
Mais informações: www.instagram.com/reacao.

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